Fantasma

Eu falei que iria voltar para falar sobre musicais em Londres. Eu sei, tenho mais postagens sobre Londres do que Newcastle, mas o que posso fazer? LDN rende…

Musical me faz lembrar Broadway, que lembra Nova York. Então, a relação Londres/Musicais nunca me tinha visto a cabeça (demente), até ir lá pela primeira vez e ver a quantidade de cartazes pelas escadarias dos metrôs, além de “Wicked Witch” pra lá e pra cá.

Até onde pude notar, na Inglaterra toda, esse tipo de atração é disputadíssimo e os teatros anunciam os espetáculos até anos (ou muitos meses) antes da estreia. Se você quiser garantir um lugar bom por um preço relativamente baixo, é bom comprar com antecedência. Sim, porque os teatros não são projetados para que toda a plateia consiga ver o palco, corre-se o risco de só ver a ponta do chapéu da bruxa verde, então você terá que se contentar apenas com o áudio. Caso você esteja indo fazer intercâmbio pela Inglaterra (CsF™), recomendo muito ir pelo menos uma vez ao teatro!

No final do período de intercâmbio, fui a Londres com uma amiga – durante o feriado bancário tem até carnaval em Notting Hill (que deve conseguir ser mais tosco do que o do Brasil). Tínhamos pouco tempo para ver tudo o que queríamos (o carnaval não estava incluído!) e muita vontade de ver um musical; não planejamos muitas coisas. Um dia antes da viagem de 7 horas de ônibus NCL – LDN (uhu), vimos alguns sites de teatros, mas fomos pobres frouxas demais para pagar mais de 50 libras, online. Dessa forma, o que restou foi ficar rodando (literalmente dando voltas) pelo Picadilly Circus até achar o Her Majesty’s Theatre. O lugar é fácil de achar, mas nosso senso de direção é oh! Uma bosta. Mapa, GPS, umas voltas e achamos.

Her Majesty’s Theatre apresenta O Fantasma da Ópera desde 1986, então digamos que eles sabem o que fazem. Foi na recepção do teatro que aprendi que devemos responder perguntas de forma mais objetivas, atendendo expectativas de resposta. Por exemplo, caso tenha um cartaz com o preço e local na plateia referente àquele valor, e perguntarem onde você quer sentar, não tente dizer o preço do local, e sim a área. Caso contrário, levará um lindo e sutil fora de sotaque britânico (acompanhado daquele olhar de “odeio pessoas que não entendem inglês”, quando na verdade você entendeu perfeitamente tudo – dessa vez. Brincadeira… Não chega a tanto…).

No fim das contas, escolhemos um lugar que consideramos medianamente bom e barato (£35) e fim.

Voltamos no fim do dia, depois de andar para lá e para cá (free walking tour, sempre), e desesperadamente quase morrer de fome na fila do Natural Museum e descobrir que pagando-se, é possível pular a fila da entrada (V.I.P. e o 3G nunca foi tão bem usado na história da humanidade).

“Como eles fazem a cena do lustre caindo?” Era a pergunta antes do espetáculo começar. O que acontece é que o lustre começa no chão, e é içado por cabos de aço, então fica fácil de supor que se ele sobre, ele desce. O início com o lustre ascendendo e a música tema do musical em alto e bom tom já dá ideia do que vem pela frente.

4236888413_72f081f91a_z

Autor da foto: algum chinês.

A peça é sensacional, toda estrutura montada no palco é inacreditável, os atores são muito bons e cantam lindamente (a cena em que Christine vai no túmulo do pai é emocionante e até agora estou besta com o fantasma dizendo “SING CHRISTINE” e a mulher gritando afinadamente interpretando quase explosão das cordas vocais). Não sei descrever muito o que é O Fantasma da Ópera com toda aquela interpretação. Só sei que até hoje ainda estou com a trilha sonora do musical no meu mp3.

Aqui vai uma foto proibida – não é permitido o uso de câmeras no teatro.

Espero não ser presa por causa disso! D:

Espero não ser presa por causa disso! D:

(:

Chanel

Não, isso não é um make up review, são apenas breves comentários sobre uma tal de Gabrille, mais conhecida como Coco Chanel – comumente vista como uma marca chique e cara que eu nunca ousei nem chegar perto demais -, e postes de Londres.

Por trás e dentro da fama, a francesa Gabrielle tem uma história de muita coragem e um toque de cara de pau. Quando criança, sua mãe morreu e ela, juntamente com os irmãos, foi abandonada pelo pai, as meninas indo parar no orfanato da Abadia de Abazine, onde ela aprendeu a costurar e foi inspirada pelo estilo barroco.

Gabrielle tornou-se Coco por cantar a música “Qui qu’a vu Coco” em um cabaré. Ela tinha o sonho de morar em Paris e dando a desculpa de que havia ido visitar a irmã – que já tinha se mudado para as redondezas –, mas não encontrou ninguém em casa, Coco se enfiou na casa do cara que seria seu “namorado” (na verdade, acho que era só alguém que ela estava “pegando”, não exatamente um namorado; isso em cerca de 1900!), Etienne Balsan. Chanel até tentou seguir carreira artística, mas não deu muito certo. O que ela fazia bem mesmo era chocar a sociedade se vestindo como menino, reformando as roupas de Etienne e criando seu próprio estilo, sem exageros e com conforto (achava carnavalesco demais tantos adornos e estúpido demais que mulheres não pudessem respirar com espartilho).

Chanel inventou as calças femininas, revolucionou a moda do mundo todo, sendo auxiliada pelo inglês Arthur Capel, com quem ela até cogitou casar-se, porém Arthur já tinha casamento marcado na Inglaterra, e que por questões sociais não poderia ser desfeito. Coco ficou para amante, até que Boy Capel morreu em um acidente de carro.

Mas Gabrielle teve outras paixões, envolvendo gente importante que fez sua carreira prosseguir com sucesso.

Na cidade de Westminster, em Londres, nos postes está gravado o logo da grande marca Coco Chanel, além do W representativo de Westminster. Resta saber se a real razão do símbolo está tão presente em Londres é uma homenagem do segundo Duque de Westminster, amante de Chanel na década de 20 – com quem ela se recusou casar, porque qualquer uma pode ser duquesa, mas só ela poderia ser Chanel –, ou se o CC é referente as iniciais de City Council…

Por Victoria

Por Victoria

IMG_5130

(:

O que não fazer em Londres?

O que não fazer em Londres? Andar de metrô. Mentira. Tem que andar sim, porque a cidade é gigante de metrô é fácil e rápido chegar nos lugares – e não precisa falar com o motorista do ônibus. A passagem é um absurdo de cara! Cidade de ryco que paga mais de £7 por um day pass. Porém, o oyster card existe.

Esse é um cartão pré-pago integilente que faz de alguma forma mágica você economizar nas passagens, sem contar que você pode devolver o cartão quando não quiser mais, e pegar seu rico dinheirinho de volta (o que restou no cartão, mais os £5 de deposito, que seria o “preço do cartão”). Juntando o oyster com o Railcard o day pass sai bem mais barato. O detalhe é que o Railcard é para pessoas entre 16 e 25 anos, famílias, idosos, deficiente ou membros do “regular force” (que eu nem sei o que é). O da categoria 16-25 custa £28 por ano, o que parece muito caro, porém vale a pena, já que o que você economiza no fim das contas é mais do que o preço do cartão. O ideial mesmo é juntar todos cartões de desconto possíveis e imagináveis e tentar usá-los de uma só vez, para que fiquem te devendo, ao invés de você ter que pagar pela passagem.

Sim, cartões de desconto. Estudante tem desconto em um monte de loja de roupa, só mostrando a carteirinha. Pode pegar comida extra no McDonalds, porque eles nunca vão simplesmente fazer você pagar menos, eles sempre irão fazer você comer mais! Além da carteira de estudante, ainda tem o NUS extra card, que dá desconto em outro monte de loja. Todos amam 10% a menos, não é mesmo?

Mas o que não fazer em Londres? Seguir a seta da escada, ao invés da do elevador, no metrô. Caso você, bravamente, escolha a escada – especialmente em direção a saída, porque pra descer todo santo ajuda – vai entender porque eles chamam aquilo de underground! É uma subida em espiral, sem fim. A palavra underground é mesmo levada a sério, e depois de três ataques cardíacos durante a subida, você descobre que subiu o equivalente a quinze andares. Na estação que eu estava não tinha placa avisando para não usar a escada – às vezes tem escrito para usar as escadas só como saída de emergência, por que será? – e pensei “putz, elevador não, escada é muito melhor!”. Só que não, né?!

IMG_0105