Vintage Fair

Sabe aquele vestido brega que sua tia avô usava? E toda aquela quinquilharia que você tem pena de se livrar (tipo pulseiras que se você esticar 2 mm vai se partir, certo Eve?!)? E até aqueles shorts jeans que fez um furo na bunda depois de você tanto usar, e sua mãe insiste para você jogar aquilo fora? Pois é, essas coisas tem valor. E até em libras, Brasil! Virou “vintage”.

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Floral

Segundo o Wikipédia,  algo vintage tem que ter

pelo menos 20 anos de antiguidade, ser testemunha de um estilo próprio ou de um estilista, não haver sofrido nenhuma transformação (releitura), e ainda representar um instante da moda e estar em perfeito estado.

Se não for assim,não é vintage, é “retrô”. E na vintage fair que fui hoje tinham umas coisas bem retrô. Algumas bem caras, que pensando bem, são a mesma coisa que tem na feira de Toritama, só que pior, porque já foram usadas e tão desgastadas.

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Aqueles shorts que são R$15 na sulanca por £12.

"É igualzinho ao pano do botijão da minha mãe."

“É igualzinho ao pano do botijão da minha mãe.”

Mas também, tinham algumas peças bem interessantes por lá, só que eu não sou cool o suficiente para fazer aquilo prestar de alguma forma.

♥

Vesthidhinho

Vesthidhinho

So orange!

So orange!

Quinquilharia

Quinquilharia

São João

São João

Bom garimpo.

Bom garimpo.

Acabei achando recortes de costura de várias roupas legais e levei um.

"Super"

“Super”

E foi basicamente isso. A entrada na feira foi £1, então fica a dica para você começar a pensar a vender suas roupas velhas!

(:

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Sobre moedas

Acho que se tem uma coisa que os britânicos gostam, essa coisa é fazer desenhinho em moedas…

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Nota: toda casa merece um dicionário.

Essa é a de 50p, uma das minhas preferidas. Um verbete do Johnson’s Dictionary de 1755.

As moedas de dois libras são bem raras e parecem com a de um real. Em 2010, saiu essa:

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Para: Florence + The Machine.

Em “homenagem” ao centésimo aniversário de morte de Florence Nightingale, uma enfermeira “britânica” que cuidou de feridos na Guerra da Crimeia (da qual eu nunca ouvi falar). Escrevi britânica entre aspas porque na verdade, Florence nasceu em Florença. Bem sugestivo.

Em 2008, começaram a ser emitidas moedas de 1p, 2p, 5p, 10p, 20p e 50p que juntas formam o escudo real. Assim:

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A moeda no topo é de um pound.

Sobre a lógica das moedas de libra: a de cinco pence (no centro) é menor do que a de um penny (de cobre na esquerda), as de 10 pence e 2 pence são do mesmo tamanho (as duas do topo), que são maiores do que as de 20 pence (heptágono menor), e a de 50 pence é do tamanho da de 2 pounds.

Não, não faz sentido. Sem conhecer essa benditas, você pode chegar a tentar pagar a passagem de ônibus substituindo a moeda de 2 pounds por uma de 2 pence… Não, não vai dar certo.

(:

Como abre?

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Alguém, por gentileza, pode fazer um tutorial mostrando como faz para usar esse troço? Porque estou a cinco meses apanhando dessa linda ferramenta.

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Olha o estado a lata… E você pensa que está aberta? Num tá não!

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Então é isso família, se quiser me mandar um presentinho de aniversário, mandem-me um abridor de latas que funcione.

(:

Folhas

Acho que o inverno acabou. A neve foi embora e já fazem nove graus. Isso podia até ser bom, se minha bota para neve não tivesse chegado só hoje…

Antes de vir para cá eu ia trazer um caderno de dez matérias da Pucca. Coisa muito natural de se fazer, já que eu vim para estudar, só que o caderno acabou ficando por lá – um peso a menos. Mas os adesivos vieram. Pensei em comprar um quando chegasse, mas adivinha?! Aqui não tem esses cadernos bonitinhos (nem feios) de capa dura e mil matérias. Acho que o máximo que vi foi com seis matérias, capa de prástico e com divisórias que parecem de fichário, bem discretas. Então o que eu fiz?! Comprei folhas e um fichário. E o que aconteceu?! Bagunça. Perdi anotação que não deveria ter perdido, me afundei em papéis na semana de provas, misturei folha pautada com ofício (que deselegante).

A ironia é que aqui, a marca mais comum de cadernos e afins é a Pukka.

No fim do primeiro semestre tenho uma pilha de dez centímetros de papel, e sim, eu medi de verdade. Viva os slides impressos distribuídos nas aulas. Já havia falado sobre papéis da universidade aqui, só que em casa posso espalhá-los por muitos metros quadrados que não se comparam ao tamanho de nenhuma mala – tendo em vista que não sei fazer o Indetectável de Extensão, sempre quis, mas não sei. Como voltar com isso para o Brasil?

Em busca de um pouco mais de organização, fui no Sainsbury’s e comprei um caderno de uma matéria só, considerando toda minha habilidade de fazer anotações em inglês. Foi no caminho que notei que o inverno deve ter acabado… Fora de época. Para ajudar na divisão de matérias – dentro de uma matéria -, post sticks coloridos. É mais fácil começar organizado do que tentar arrumar depois.

E também… A verdade é que eu amo papel então precisava de mais um caderno; cheiro de ofício que acaba de sair da resma é um dos melhores cheiros que existem, e não me sinto estranha por dizer isso. Comprei uma agenda grande para 2013 só porque a capa era mais bonita do que a da menor e as folhas sem pautas, totalmente brancas, do tipo que dá vontade de manter brancas para sempre escrever e desenhar algo muito genial.

Amanhã as aulas recomeçam para a minha pessoa (porque tenho sorte e minhas aulas não começaram segunda). Quase tenho a sensação de Atacado dos Presentes com trezentos cadernos tamanho A5, capa dura e diversas cores, na infância… Depois de tanto falar sobre papéis.

Cores

(:

Voltou

Eita! Que fazem dois meses que não escrevo aqui! Mas tem motivos… O primeiro é que tenho outro blog e não consigo muito bem diferenciar o que escrever aqui, e o que escrever lá – num vou mentir. Depois, teve a pausa de fim de ano. Do meio de dezembro até a primeira semana de janeiro foram as férias loucas da universidade, com volta triunfal cheia de trabalhos e provas. Sendo assim, o foco foi para os papeis (chamam prova de paper) e nada de blog.

Nesse tempo deu tempo de passar em Portugal, Espanha, França e Holanda. Deu tempo de voltar com a “síndrome das pernas nervosas”, de comer pizza e jogar totó. E deu tempo de estudar e brincar na neve, porque ela existe e está ai para isso. Deu tempo de limpar o quarto e dormir até as doze depois da última prova.

É estranho o ritmo da universidade: engenheiros se formando em três anos, com aulas começando em outubro, três semanas de férias entre dezembro e janeiro, mais um mês de férias entre março e abril e fim de ano em maio. E os feriados do Brasil ainda são motivo de piada, por quê? O detalhe é que depois de três anos – e já formados – engenheiros civis não podem assinar projetos; para isso faça um ano de “mestrado” ou tenha sei lá quantos anos de experiencia fora das salas de aula. Ainda assim, somam-se quatro anos na universidade, diferente dos cinco (no mínimo) no Brasil. Esse processo resulta em pessoas com cara de quinze anos fazendo PhD, só que nem tanto.

Hoje eu comecei a pensar que as crianças que começam a ter consciência de si e do mundo no inverno devem ficar muito impressionadas quando veem o céu azul pela primeira vez na vida. O mundo no inverno é preto e branco. Céu azul? Cinza azulado serve?

E para o horário, isso é tudo para dois meses depois.

(:

Entre aqui e ali

É sexta-feira e tenho um monte de trabalhos para fazer, mas vou escrever aqui porque… é sexta-feira.

Há duas semanas atrás estive em Durham! Só que não vou falar muito de lá, porque seria chato para mim, para você e para mim também. Então vou colocar umas fotinhas aqui, só para mostrar que a cidade parece um conto de fadas mesmo. E talvez eu sempre me lembre que os olhos são tão mais bonitos por lá.

Eeh!

E falando em fotos. Comprei uma câmera nova. Assim, uma Canon e posso dizer que agora tenho uma Canon ryca, só que pobre depois de comprá-la. Ainda não tirei nenhuma foto com a criatura e tenho que ler o manual de instruções, porque nem a cordinha eu estava conseguindo amarrar nela, quanto mais tirar uma foto descente… Porém, vou aprender sim, então me aguardem.

Agora eu lembrei que chamei a câmera de “criatura” e talvez ela precise de um nome. Porque os seguranças da acomodação ficaram meio frustrados quando me perguntaram qual o nome do panda do meu chapéu de panda, e eu respondi “panda”. Quantos anos eles acham que eu tenho, para usar um chapéu de panda e ainda dar um nome a ele?! É cada um que aparece aqui…

Em Newcastle os passageiros esperam na estação de ônibus que o motorista termine de fumar seu precioso cigarro e volte ao serviço. É o vício minha gente. “Superem isso.” Como tem em letras garrafais em alguns ônibus “algumas pessoas são gays, superem isso”.

Então agora eu tenho que ir e viver um pouco por fora dessa inércia e distração, porque prazos existem.

Ps.: Essa semana consegui me concentrar bem mais nas aulas, por falar em distração.

(:

Em poucas palavras.

Então aconteceu que no Bonfire Night (05 de Novembro) eu fiquei de pijama, junto ao aquecedor e com brigadeiro observando os fogos pela minha janela. Muitos fogos. E eu não sinto que perdi muita coisa por não ter ido em um parque ver de perto, pelo contrário, posso ter ganho um resfriado a menos!

Nos últimos dias a velocidade do vento decidiu que ia aumentar e o fez. A lição que fica é que: por mais forte que seu guarda-chuva seja, é melhor não usá-lo. O mais eficaz é usar roupas impermeáveis, então o que eu faço? Compro um casaco que parece uma ovelha por dentro, mas aparentemente, de impermeável não tem nada. Mesmo assim, achei válido, porque se essa ovelha ambulante não esquentar e me proteger do vento, mais nada no mundo irá.

Mudando de assunto, aqui não tem pernilongo – aka muriçoca – e nem formigas, o que é uma beleza, porque nada nem ninguém irá atacar meus biscoitos e chocolates. Aqui tem é gente bonita e música boa, não vou mentir.

(: