Glasgow, Escócia

Lembranças para quando eu ficar caduca… ou para a semana que vem.

Do começo.

Trem saindo de Newcastle Upon Tyne para Edinburg no sábado as 6:30h da manhã.

Peguei o táxi saindo de Hendo para a estação com E e F (não quero colocar o nome de ninguém, beijos mil). Quando chegamos lá, descobri que deveria estar com o cartão que fiz a compra das passagens online, porque só com ele poderia retirar os tickets. Mas ele não estava com a minha pessoa, então, lá fui eu – forever alone – pegar outro táxi para buscar o cartão. Pelo menos o taxista conversou comigo no caminho em inglês bastante compreensível, além de ter calculado certo que levaria 15 minutos para ir e voltar.

Ainda estava escuro e parecia madrugada (sempre digo que cedo e escuro é madrugada). Quando cheguei na estação, tinha acontecido o problema do cartão com um espanhol (desconhecido) que iria conosco; e ele não foi, tadinho.

Conexão em Edinburg, segue para Glasgow. Só deu tempo de sair de um trem e entrar no outro – e quase não dava.

No caminho vi ovelhas, chuvisco, feno, mato plantas – taiga, de acordo com um biólogo, ou quase isso. É bom aprender coisas com biólogos, do tipo: pegar raiva com um esquilo; briófitas; e que a estampa de uma parede pode de folhas de gincobiloba. Random!

Não lembro o horário de chegada em Glasgow, mas foi por volta das 9:30h e eu pensava que iriamos deixar as coisas no hostel e sair andando pela cidade. Doce ilusão. A ordem dos acontecimentos não foi bem essa e tive que carregar mais coisa do que eu queria (graças a uma rouquidão que decidiu se instalar em mim na semana da viagem; chá, limão e ebulidor parecia essencial).

O primeiro lugar que visitamos foi o The Lighthouse, que nem farol é, mas tinha um lugar para ver a cidade do alto e de graça. Lá também tinha uma exposição de Mackintosh (um design e arquiteto escocês). As maquetes de lugares que não foram construídos são lindas e me mostraram que o tal de Mackintosh tinha talento. E há quem se impressione com maquetes e fotografias, porém também tem gente não vê nada de especial; Sarah iria dizer que esses são são artistas; pessoas secas, eu penso, oi?!

Reflexo –‘

oh!

(:

Subir uns seis andares de uma escada espiral foi deveras cansativo para uma vista não tão impressionante assim, e nem tão do alto, entretanto, gratuita e de telhados que me fazem lembrar bandas indies e acústicos felizes entre amigos.

E pra descer, todo santo ajuda.

Não me pergunte qual a relação…

A arquitetura de Glasgow é um tanto quanto medieval e vitoriana. O dia estava cinza e laranja/amarelo/verde, graças ao início do outono.

Metropolitan Cathedral of Standrew (1816), foi a segunda parada do dia. Queia saber os nomes certos para explicar a arquitetura, mas como não sei, deixa quieto!

Bonitinho né?

God’s presence is not only discoverd in Church, but also in feeling of isolation and abandonment.” Silone.

É uma das passagens gravadas em totens espelhados e posicionados de forma interessante, onde você ler, se ver e vê a catedral atrás e o que está ao redor (mais ou menos isso). Como uma sala de espelhos.

O que reflexo, o que não é?

Ao sair da igreja, fomos andando para o Glasgow Green, e no caminho encontramos uma passeata contra os cortes de emprego do serviço público. “JOBS NOT CUTS”, como reflexo da crise europeia. Protesto passifista, com homens de kilt e tocando bagpipes. No fim, show de uma banda ruim no parque.

Hêhê.

 

Uma árvore metade verde, metade azul laranja, uma fonte, uma estufa e árvores que parecem de Natal.

Olhando o outono no parque.

Hora do almoço em um restaurante grego chamado Zorba, que é uma dança e não marca de cuecas. Por sermos muitos estrangeiros, o garçom (acho que ele mais do que garçom) nos ensinou a dançar ZΩRBΛ! Depois de bruschetta e strogonoff, tentar não tropeçar em uma dança foi ótimo.

Do restaurante fomos para o Gasgow Necropolis, passando por uma igreja onde acontecia um casamento tão tão tradicional escocês.

Dando uma de paparazzi.

Necropolis: “é tão lindo que dá vontade de morrer” define. Relaciona-se com a Glasgow Cathedral e o coração medieval da cidade.

Segunda vez em um cemitério!

Saímos de lá e passamos pelo que seria a casa mais antiga da cidade (1471) e finalmente hostel! Um lugar amplo e agradável, por sinal (junto com uma prece para quem os amiguinhos não roncassem). Próximo a Universidade de Glasgow.

À noite, nada de muito feliz, tirando a possibilidade de ouvir You make my dreams come true em algum lugar da cidade. Foi uma boa noite de sono.

Para o domingo de sol, uma lista simplificada resume:

  • Café-da-manhã: latte + murffin.
  • Glasgow University: Sua Linda! Tinha gente praticando esgrima naquele lugar que parece um filme.
  • Botanic Garden: plantas, esquilos e sol.
  • Almoço: em um pub no centro da cidade e nada de tão especial.
  • Às margens do Clyde: Clyde Auditorium ‘The Amadillo’ (fechado, por sinal); pontes – cartão-postal; BBC Scotland, Glasgow Science Center e IMAX Cinema (A bolinha), do outro lado do rio.

E hora de voltar para “casa”.

Estávamos esperando o trem na estação errada, mas deu tempo de chegar na certa faltando um minuto para o trem sair para Edinburgo (e no caminho paramos em algumas lojas, porque gostamos de emoção).

Não tinha lugar reservado no trem; sentei do lado de um cara e na minha frente: duas mulheres de meia idade que pareciam peruas bêbadas! Quem não ama? Em algum momento, pensei estar vendo uma comédia antiga, só que estava tão próxima da televisão que cai dentro dela, xoxo Jim Anotsu.

As mulheres queriam conversar, o homem era um escritor que queria dormir. Elas falavam um inglês compreensível e “devíamos morar no Brasil”, depois de descobrir que sou brasileira. A mais doidinha delas descobriu que a bateria do celular não tinha acabado quando tentou ligá-lo. Ficou esperando infinitas mensagens de texto chegarem. Só recebeu uma da filha e ficou um tanto quanto frustrada. Começou a falar em hashtag e eu tentei explicar que o twitter é um facebook simplificado, elas acham que o facebook já é suficientemente simples. “Hashtag, I don’t give a fuck, SORRY.” Porque falar palavrão é feio. Elas ainda cobiçaram a bunda do homem que confere os tickets, e ao ouvir “senhoras e senhores, estamos em tal estação, obrigado” uma delas respondeu “obrigada senhor falante!” alegando que temos que agradecê-lo.

Elas sugeriram escrever sobre as viagem delas, como se fazer um piquenique com uma garrafa de vinho e enviar para o escritor londrino. Assim ele colocaria as histórias delas em um livro. O cara deu de ombros com um “faça você mesma”. Eu disse que elas podiam fazer um blog e ele aprovou!

Essas pessoas foram uma boa distração até Edingurgo, já que quem foi comigo no trem, estava dormindo na cadeira de trás.

Uma hora na estação e depois encontramos todo mundo no trem de volta para Newcastle. Lembro de câimbras e conversas sobre ciúmes, salsa e Rússia.

~Fim~

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One thought on “Glasgow, Escócia

  1. Não sei se o mais legal é tu na Escócia, meu nome no post, tu usar deveras, tu andar com pessoas que gostam de viver perigosamente, os lugares com nome de cueca ou o papo com senhoras de meia idade bêbadas! hahahaha

    Quero só ver como tu vai estar daqui a um ano!
    hahahahaha

    *Que catedral incrível!! *-*

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